sexta-feira, 3 de julho de 2009

ESPECIAL 30 ANOS: KRAMER VS. KRAMER

Vamos ao que interessa!

2009 é um ano especial quando se trata de cinema, devido a estréias mais do que esperadas, grandes filmes produzidos e franquias de sucesso sendo renovadas. Mas acho que, apesar de tudo isso, 2009 é muito importante por outro motivo: alguns filmes extremamente relevantes à história do cinema completam 30 anos em grande estilo, alguns com relançamentos em DVD e Blu-Ray para que a nova geração de espectadores possa conhecê-los. Vou analisar alguns deles durante as semanas e decidi começar com o meu favorito dentre todos: um drama que ajudou a consolidar a carreira brilhante de Dustin Hoffman como protagonista. Estou falando de KRAMER VS. KRAMER, vencedor de nada menos que 5 Oscars. Vamos a ele.

KRAMER VS. KRAMER

Título Original: Kramer Vs. Kramer
Lançamento: 1979
Diretor: Robert Benton
Gênero: Drama
Elenco: Dustin Hoffman, Meryl Streep
Estúdio: Columbia Pictures
Premiação: Vencedor de 5 Oscars: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Hoffman), Melhor Atriz Coajuvante (Streep) e Melhor Roteiro Adaptado

Para quem não conhece, a temática central deste filme é o DIVÓRCIO. Hoffman interpreta Ted Kramer, um workaholic de primeira linha, que acaba priorizando o trabalho em sua vida. Sua esposa, Joanna Kramer – uma dona de casa por imposição do marido, interpretada por Mery Streep – se cansa do marasmo e, aconselhada por uma amiga feminista, abandona o marido no exato momento em que ele é promovido, deixando para trás o pequeno Billy, filho do casal. Além de lidar com a dor da separação, Ted precisa aprender a conciliar o tempo entre as crescentes responsabilidades profissionais com a árdua tarefa de ser um pai presente, coisa que ele nunca havia experimentado anteriormente. De maneira involuntária, Ted passa a preterir o trabalho e começa a se envolver cada vez mais com o filho, que é muito novo para entender racionalmente a separação e custa a se acostumar com as trapalhadas do pai inexperiente. Quando eles finalmente entram em harmonia, ocorre o momento de reviravolta na trama: Joanna reaparece na vida de Ted, psicologicamente refeita e profissionalmente estável, reclamando a guarda do filho. Ted se recusa a entregá-lo e tem início um processo judicial para decidir quem manterá a custódia de Billy.

Uma coisa que me chamou a atenção no filme é a diferença entre o personagem de Hoffman e o clichê que geralmente é atribuído aos pais de família que preterem seus entes ao trabalho: Ted demonstra amar sua família incondicionalmente, mas acaba priorizando as obrigações profissionais de maneira inconsciente. O momento da separação e o sentimento de incapacidade de Ted perante o filho às vezes levam o espectador a sofrer junto com o personagem e são alguns dos pontos altos do filme. Apesar do drama, são impagáveis as cenas em que os dois preparam o café-da-manhã de maneira desastrosa e como o ofício de pai acaba influenciando no trabalho e na vida de Ted.

Vale separar um parágrafo exclusivo á atuação magnífica de Dustin Hoffman. Precedido por ótimos filmes como Todos os Homens do Presidente e A Primeira Noite de um Homem, Kramer Vs. Kramer traz à tona um tipo diferente de personagem, arrancando sentimentos verdadeiros na atuação de Hoffman e dando legitimidade visceral a diversos momentos da trama. Em algumas cenas é possível compará-lo (salvo às devidas diferenças estilística) com o Al Pacino dos tempos mais antigos – aquele de atuações como o primeiro Poderoso Chefão, Um dia de Cão e Justiça Para Todos. Resumindo – ele mereceu cada voto que o levou à estatueta.

Não deixem de assistir este filme. É presença obrigatória aos fãs do bom drama familiar ou para quem simplesmente admira o trabalho de Dustin Hoffman. Aproveitem o final de semana de frio e aluguem esse clássico.


Muito obrigado a todos e até a próxima!

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